Design Inteligente em ação: Criptologia

Críticos do Design Inteligente (DI) dizem que ele não é ciência. Tente explicar isso para muitos cientistas que usam princípios do DI rotineiramente nos seus trabalhos… Aqui está um outro exemplo: criptologia.

O Dicionário Michaelis e o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa definem criptologia como “estudo científico da criptografia e da criptoanálise”. Criptologia é processo de escrita e de leitura de mensagens secretas em código. A criptoanálise faz uso de teorias de resolução de sistemas criptográficos. Existe o Journal of Cryptology. Existem professores de criptologia. A criptologia faz uso de teorias, dados, experimentação e testes. Ela tem todos os trejeitos de ciência — e é baseada inteiramente em princípios do Design Inteligente. Faz sentido. É preciso que exista uma mente para codificar uma mensagem, e outra mente para decodificá-la.

Nigel Smart é um professor de criptologia na University of Bristol. Em cooperação com a Aarhus University na Dinamarca, sua equipe conseguiu um avanço na criptografia que pode resultar em uma computação mais segura”, segundo a University of Bristol. Eles tomaram o sonho de “Aline no País das Maravilhas” da teoria para a realidade, permitindo que duas ou mais partes façam a computação de uma função com entradas secretas, num método chamado Multi Party Computation. É uma forma de passar mensagens secretas as vistas de todos (um truque e tanto se você pensar bem). O seu produto é chamado de protocolo SPDZ, pronunciado “speeds”, já que ele é rápido.

A ideia por trás da Multi Party Computation é que ela deve possibilitar que duas ou mais pessoas façam o cálculo de qualquer função da sua escolha com entradas secretas, sem revelar essas entradas a qualquer outro. Um exemplo é numa eleição, em que os votantes querem que o seu voto seja computado, mas eles não querem que seu voto seja público.

Críticos do DI poderiam argumentar que nós já conhecemos as mentes humanas, e isso não daria apoio para a ideia de agentes inteligentes não especificados criando fenômenos naturais. Mas, de forma intrigante, existem exemplos de comunicação segura na natureza também. Árvores, por exemplo, emitem compostos voláteis específicos que notificam outras árvores quando um predador está presente. Corvos usam um vocabulário complexo para avisar todo o bando.

Existem muitos exemplos de “ocultação à luz do dia” na natureza. A borboleta vice-rei faz imitação da borboleta monarca, que tem um mal gosto ao paladar, convencendo pássaros a não come-la. Coloração oculta permite que alguns peixes e lulas fiquem invisíveis a predadores. O uso de mimetismo para evitar caça de predadores é muito comum na natureza. Os predadores, é claro, usam uma variedade de sinais ocultos para atrair presas. A transdução de sinais é muito importante em células vivas, e a genética é baseada na tradução de códigos em outros códigos.

Isso não sugere que plantas, animais e células usam poderes mentais para cumprir essas façanhas. Na criptologia humana, os protocolos são automatizados depois de serem idealizados. O Dr. Smart não tem que calcular toda função quando são fornecidas novas entradas. Não, tudo o que a sua equipe fez foi desenhar o protocolo, e os computadores faziam o resto. De forma similar, parece cada vez mais claro que uma causa inteligente forneceu aos seres vivos os protocolos que são empregados de modo instintivo pelas criaturas.

Um cético poderia rejeitar todos esses exemplos naturais, reinterpretando-os com explicações darwinianas, e continuar a enfrentar a realidade de que a criptologia humana, assim como a arqueologia, é um campo científico que não só faz uso de projeto inteligente, ela depende dele. A partir da nossa experiência uniforme, nós sabemos que quando uma mensagem aparece na forma de uma cadeia de bits — mesmo que criptografada —, uma mente com um propósito teve um papel na sua criação. Isso é verdade mesmo que nós não possamos ler a mensagem (pense na Pedra de Rosetta), e mesmo que nós não saibamos a identidade do projetista (pense no programa de busca por inteligência extraterrestre SETI).

O Design Inteligente está vivo e passa bem na ciência.

Texto traduzido e adaptado de Evolution News & Views.

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