Arquivo mensal: abril 2016

A explosão de luz na fecundação do óvulo

Num estudo publicado recentemente [1] por pesquisadores da Northwestern University, em Chicago, descobriu-se que no momento em que o óvulo materno é ativado por uma enzima do esperma paterno, uma explosão de luz é liberada com faíscas produzidas por zinco. Foi a primeira vez que o fenômeno foi percebido no óvulo humano.


Fonte: Telegraph.

Para eles, existe uma relação entre o tamanho dessa explosão e a qualidade ou viabilidade do óvulo fecundado para se desenvolver-se num embrião: quanto maior a explosão, melhor é a sua qualidade. “Essa descoberta é importante, pois nos dá uma forma fácil e não invasiva de compreender a saúde do óvulo e do embrião antes de ser implantado no útero”, disse Eve Feinberg, uma das autoras do estudo e que cuidou das pacientes que forneceram os óvulos [2].

Confira o fenômeno no vídeo abaixo:

Os cientistas ativaram o óvulo pelo uso de enzimas do esperma, o que faz aumentar a quantidade de cálcio dentro do óvulo, e faz liberar zinco para fora dele. Os óvulos do estudo não foram fertilizados com esperma verdadeiro porque as leis federais americanas não permitem esse procedimento. “Foi impressionante”, disse Teresa Woodruff, pesquisadora sênior na universidade e uma das autoras do estudo. “Toda a biologia começa no momento da fertilização, e ainda assim não sabemos quase sobre os eventos que acontecem no ser humano”, continuou [1].


Fonte: Telegraph.

Essa descoberta pode também nos fazer questionar: quando é que a vida começa? A percepção mais imediata é que ela realmente comece na fecundação, e não algum tempo depois como propõem os apologistas do aborto. É uma pena que muitas das justificativas que procuram favorecer o aborto tenham como base a cosmovisão evolutiva [3]. No entanto, a ciência nos mostra que a concepção do embrião é um momento único no desenvolvimento dele, e isto não é uma conclusão política ou religiosa. É apenas ciência avançada.

Mas interações químicas que liberam luz não são comuns no dia-a-dia? Por que essa seria tão especial?

É verdade, elas são comuns. Mas nenhuma delas sinaliza a formação saudável de uma vida diretamente na sua concepção.


Referências

[1] Radiant Zinc Fireworks Reveal Quality of Human Egg, disponível em <http://www.northwestern.edu/newscenter/stories/2016/04/radiant-zinc-fireworks-reveal-quality-of-human-egg.html>. Acessado em 30/04/2016.

[2] Bright flash of light marks incredible moment life begins when sperm meets egg, disponível em <http://www.telegraph.co.uk/science/2016/04/26/bright-flash-of-light-marks-incredible-moment-life-begins-when-s/>. Acessado em 30/04/2016.

[3] Life Begins With a Dramatic Burst of Light. Darwin’s God, disponível em <http://darwins-god.blogspot.com.br/2016/04/life-begins-with-dramatic-burst-of-light.html>. Acessado em 30/04/2016.

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Fred Hoyle, sobre a capacidade dos processos naturais em gerar grandes quantidades de informação

Chandra Wickramasingue

Fred Hoyle

Fred Hoyle e Chandra Wickramasingue escreveram, no livro Evolution from Space (que pode ser encontrado na Amazon Brasil), sobre a capacidade de processos naturais em gerar grandes quantidades de informação:

From the beginning of this book we have emphasized the enormous information content of even the simplest living systems. The information cannot in our view be generated by what are often called ‘natural processes’ [1] (…) There is no way in which we can expect to avoid the need for information, no way in which we can simply get by with a bigger and better organic soup [2] (…) The correct position we think is (…) an intelligence, which designed the biochemicals and gave rise to the origins of carbonaceous life. [3] (…) This is tantamount to arguing that carbonaceous life was invented by a non-carbonaceous intelligence, which by no means need be God, however [4].

No português:

“Desde o início deste livro nós temos enfatizado a quantidade enorme de informação até mesmo dos sistemas biológicos mais simples. Essa informação não pode, na nossa visão, ser gerada por aquilo que muitas vezes se chama de ‘processos naturais’ (…) Não há maneira pela qual nós conseguiríamos evitar a necessidade da informação, não há como nós simplesmente sairmos dessa com uma sopa orgânica maior e melhor (…) A posição correta que nós imaginamos é (…) uma inteligência que projetou os componentes bioquímicos e deu origem à vida carbônica. (…) Isso é equivalente a afirmar que a vida carbônica foi inventada por uma inteligência não carbônica, o que não significa que seja Deus, contudo.”


Referências

[1] Fred Hoyle e Chandra Wickramasingue, Evolution from Space, p. 156 (Simon & Schuster, 1981).

[2] Ibid., p. 37.

[3] Ibid., p. 150.

[4] Ibid., p. 146.