Capítulo 5 — Matrices of Possibility


Being As Communion, a Metaphysics of Information
de William Dembski (237 páginas)

Nesse capítulo, demonstra-se como as matrizes de informação devem ser formadas, dando continuidade ao capítulo 3 e 4.

Como a informação é produzida pela realização de alguma possibilidade em detrimento de outras, então ela é uma entidade fundamentalmente relacional: as possibilidades associadas à informação só existem em relação a outras possibilidades concorrentes dentro de uma classe de referência. As possibilidades consideradas individualmente não fazem sentido em si mesmas: só fazem sentido dentro de um quadro maior de referência. Nesse sentido, entende-se matriz de possibilidade como uma coleção de possibilidades identificadas na busca de respostas a um dado questionamento.

A própria escolha da matriz de possibilidade representa um ato informativo: na identificação de uma matriz, é necessário excluir as outras, exemplificando o processo de inclusão-exclusão característico da informação. A escolha dessa matriz visa a restringir o questionamento a um contexto limitado, a fim de que ele sirva para o progresso do conhecimento, uma vez que se o questionamento fosse totalmente aberto, ele não teria referência e não ganharia impulso para conduzir decisões. Pela sua própria natureza, todo questionamento requer limitação ou restrição. Na semântica dos mundos possíveis, entende-se que o mundo real é muito grande, não sendo possível abarcá-lo em todos os seus aspectos, assim justificando a necessidade de serem apreciados apenas alguns aspectos desse mundo. A matriz de possibilidade é, então, o arcabouço conceitual do questionamento, representando a coleção de possibilidades relevantes a tal questionamento sobre o mundo real.

Para construir uma matriz de possibilidade, é preciso ter certeza que a possibilidade efetiva do mundo real esteja inclusa. Aqui, o princípio em operação é o da lex plenitudinis (em oposição ao da lex parsimoniae, melhor conhecido como Navalha de Occam). Esse princípio é justificado a fim de que não haja a tendência de omitir possibilidades plausíveis do mundo real. Além disso, a construção da matriz de possibilidade dependerá de conhecimentos prévios, valores, circunstâncias locais e interesses que cercam o contexto em questão. O contexto é que determinará a plausibilidade das possibilidades e a inclusão delas na matriz. É possível que o contexto mude, e nisso, as próprias possibilidades da matriz também vão mudar de acordo.

Voltando novamente à semântica dos mundos possíveis, o propósito do livro não é dar um aparato detalhado dessa semântica para fundamentar a noção de matriz de possibilidades. Essa fundamentação pode ser feita em conjunto com a lógica modal, mas para os propósitos do livro, basta tratar as matrizes como os conjuntos mais convenientes para representar as classes de possibilidades, ou as proposições que limitam essas classes.

Próximo capítulo:
Capítulo 6 — Measuring Information

Capítulo anterior:
Capítulo 4 — Possible Worlds

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Referências

William Dembski, Being As Communion: A Metaphysics of Information. Ashgate Publishing Company, 2014, pp. 29-35.

Site do livro beingascommunion.com.

Site da Amazon para compra do livro.

Entrada sobre o livro Being As Communion na WikiTDI.

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