Arquivo da tag: Cristo Redentor

O que é Design Inteligente?

Pense no Monte Rushmore, localizado nos EUA. Pense também no Cristo Redentor, localizado na cidade do Rio de Janeiro.

Essas formações rochosas certamente não são comuns, e há algo que as diferencia de uma formação rochosa comum. O que há de tão especial numa formação rochosa que nos convence de que ela foi devida a uma inteligência, e não meramente ao vento e erosão? Objetos projetados como o Monte Rushmore e o Cristo Redentor exibem características e padrões que nos apontam para uma inteligência.

O Design Inteligente é a ciência que estuda os signos frutos de uma inteligência. Ele não tenta entrar na mente do projetista para descobrir o que ele está pensando: o foco não está na mente do projetista (ou seja, no significado), mas sim no artefato produzido por esse projetista (ou seja, o signo). O processo mental do projetista fica de fora do escopo do Design Inteligente. Enquanto programa de investigação científica, o Design Inteligente investiga os efeitos da inteligência, e não a inteligência em si mesma.

Enquanto teoria de origem e desenvolvimento da vida, a afirmação central do Design Inteligente é que somente causas inteligentes são capazes de explicar de modo adequado a origem das estruturas biológicas complexas e ricas em informação, e que essas causas são empiricamente detectáveis. Dizer que essas causas sejam empiricamente detectáveis é dizer que existem métodos bem definidos que, baseando-se em características observáveis do mundo, podem distinguir causas inteligentes das causas naturais sem direção ou controle. Várias ciências especiais já fazem uso desses métodos para distinguir essas causas, como por exemplo a ciência forense, a criptografia, a arqueologia e a busca por inteligência extraterrestre (Search for ExtraTerrestrial Intelligence, ou SETI).

Uma inteligência deixa rastros ou pegadas características nos artefatos em que opera — o que é chamado de Complexidade Especificada. Um evento ou objeto exibe complexidade especificada se ele for contingente — e portanto não necessário —, complexo — não replicado facilmente pelo acaso —, e também específico, no sentido de se conformar a um padrão independente. A complexidade especificada é a característica ou assinatura deixada por uma inteligência, sendo confiável na mesma medida em que impressões digitais sejam confiáveis para inferir a presença de uma pessoa. Os inteligentistas argumentam que causas naturais cegas sem controle não conseguem gerar Complexidade Especificada. Isso não é o mesmo que dizer que sistemas naturais não possam exibir ou servir de condutores de complexidade especificada. Não é que a natureza não possa exibir esse tipo de complexidade, mas sim que ela pode transformar a complexidade especificada pré-existente e modificá-la com a operação de causas puramente naturais sem controle; no entanto, a natureza não consegue dar origem a essa complexidade em caso de não haver nenhuma previamente.


Este texto baseado no capítulo 1 do livro de William Dembski, The Design Revolution.

Bibliografia

DEMBSKI, William. The Design Revolution: Answering the Toughest Questions about Intelligent Design. InterVarsity Press, 2004.

Anúncios