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A explosão de luz na fecundação do óvulo

Num estudo publicado recentemente [1] por pesquisadores da Northwestern University, em Chicago, descobriu-se que no momento em que o óvulo materno é ativado por uma enzima do esperma paterno, uma explosão de luz é liberada com faíscas produzidas por zinco. Foi a primeira vez que o fenômeno foi percebido no óvulo humano.


Fonte: Telegraph.

Para eles, existe uma relação entre o tamanho dessa explosão e a qualidade ou viabilidade do óvulo fecundado para se desenvolver-se num embrião: quanto maior a explosão, melhor é a sua qualidade. “Essa descoberta é importante, pois nos dá uma forma fácil e não invasiva de compreender a saúde do óvulo e do embrião antes de ser implantado no útero”, disse Eve Feinberg, uma das autoras do estudo e que cuidou das pacientes que forneceram os óvulos [2].

Confira o fenômeno no vídeo abaixo:

Os cientistas ativaram o óvulo pelo uso de enzimas do esperma, o que faz aumentar a quantidade de cálcio dentro do óvulo, e faz liberar zinco para fora dele. Os óvulos do estudo não foram fertilizados com esperma verdadeiro porque as leis federais americanas não permitem esse procedimento. “Foi impressionante”, disse Teresa Woodruff, pesquisadora sênior na universidade e uma das autoras do estudo. “Toda a biologia começa no momento da fertilização, e ainda assim não sabemos quase sobre os eventos que acontecem no ser humano”, continuou [1].


Fonte: Telegraph.

Essa descoberta pode também nos fazer questionar: quando é que a vida começa? A percepção mais imediata é que ela realmente comece na fecundação, e não algum tempo depois como propõem os apologistas do aborto. É uma pena que muitas das justificativas que procuram favorecer o aborto tenham como base a cosmovisão evolutiva [3]. No entanto, a ciência nos mostra que a concepção do embrião é um momento único no desenvolvimento dele, e isto não é uma conclusão política ou religiosa. É apenas ciência avançada.

Mas interações químicas que liberam luz não são comuns no dia-a-dia? Por que essa seria tão especial?

É verdade, elas são comuns. Mas nenhuma delas sinaliza a formação saudável de uma vida diretamente na sua concepção.


Referências

[1] Radiant Zinc Fireworks Reveal Quality of Human Egg, disponível em <http://www.northwestern.edu/newscenter/stories/2016/04/radiant-zinc-fireworks-reveal-quality-of-human-egg.html>. Acessado em 30/04/2016.

[2] Bright flash of light marks incredible moment life begins when sperm meets egg, disponível em <http://www.telegraph.co.uk/science/2016/04/26/bright-flash-of-light-marks-incredible-moment-life-begins-when-s/>. Acessado em 30/04/2016.

[3] Life Begins With a Dramatic Burst of Light. Darwin’s God, disponível em <http://darwins-god.blogspot.com.br/2016/04/life-begins-with-dramatic-burst-of-light.html>. Acessado em 30/04/2016.

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Problema 8: Diferenças entre embriões de vertebrados contradizem as previsões da ancestralidade comum

Nota do tradutor: esta é a parte 8 da série de 10 artigos sobre os problemas científicos da evolução biológica e química. A série é baseada no capítulo “The Top Ten Scientific Problems with Biological and Chemical Evolution” de autoria de Casey Luskin no livro More than Myth, editado por Paul Brown e Robert Stackpole (Chartwell Press, 2014). Ao fim dos 10 artigos, toda a série será publicada em um único texto. Eis a lista dos artigos anteriores: Artigo introdutório, Problema 1, Problema 2, Problema 3, Problema 4, Problema 5, Problema 6, Problema 7.


Outra área em que os biólogos evolucionistas afirmam ter evidências poderosas para a ancestralidade comum é os padrões de desenvolvimento dos embriões dos vertebrados. Livros de biologia geralmente retratam os embriões de diferentes grupos de vertebrados como se começassem seu desenvolvimento de forma muito parecida, refletindo a sua ancestralidade comum [129]. No entanto, essas alegações exageram o grau de semelhança entre as fases iniciais dos embriões de vertebrados.

Os biólogos que investigam essas questões têm encontrado variabilidade considerável entre embriões de vertebrados nas suas primeiras fases e em diante, contradizendo o que se é esperado da ancestralidade comum [130]. Como um artigo na Nature declarou, “Contra as expectativas de conservação embrionária precoce, muitos estudos tem mostrado que muitas vezes existe divergências notáveis entre espécies relacionadas tanto no início como no final do desenvolvimento” [131].Ou, como outro artigo em Trends in Ecology and Evolution declarou, “apesar das repetidas afirmações da uniformidade dos embriões dentro de um filo, o desenvolvimento antes do estágio filotípico é muito variado” [132].

Mas a maioria dos embriologistas que reconhecem que os embriões vertebrados iniciam seu desenvolvimento de forma diferente ainda vão afirmar que os embriões passam por um estágio médio muito semelhante no desenvolvimento, o chamado estágio “filotípico” ou “faringula”. Estes teóricos propõem um “modelo ampulheta” de desenvolvimento, no qual se alega que as similaridades entre embriões durante este estágio médio dão evidências para a ancestralidade comum. Um biólogo crítico explica como esse conceito é visto: “É quase como se o estágio filotípico fosse considerado um conceito biológico sem necessidade de nenhuma prova” [133].

Mas quando os biólogos procuraram evidências que sustentassem a existência de um estágio filotípico ou faringula, eles descobriram que os dados apontam na direção oposta. Um estudo abrangente em Anatomy and Embryology pesquisou as características de muitos animais vertebrados durante esta suposta fase semelhante, e descobriram que os embriões mostram diferenças em grandes características, incluindo:

  • tamanho do corpo,
  • plano corporal,
  • padrões de crescimento, e
  • tempo de desenvolvimento. [134]

Os pesquisadores concluíram que a evidência é “contrária ao modelo ampulheta evolutivo” e é “difícil de conciliar” com a existência de um estágio faringula [135]. Da mesma forma, um artigo na Proceedings of the Royal Society of London descobriu que os dados eram “contrários ao previsões do [estágio filotípico]: variação fenotípica entre espécies foi maior no meio da sequência de desenvolvimento”. Ele concluiu que um “grau surpreendente de independência das características de desenvolvimento se faz contra a existência de um estágio filotípico em vertebrados” [136].

Enquanto o desenvolvimento dos vertebrados mostra uma grande variação, embriologistas evolucionistas procuram forçar interpretações evolutivas nos dados. Quando toda regra é frustrada pela exceções, a melhor maneira é simplesmente deixar que os dados falem por si. Uma abordagem não evolucionista na embriologia reconheceria mais facilmente que existem diferenças entre os embriões de vertebrados em todas as fases de desenvolvimento, e que os embriões de vertebrados mostram algumas semelhanças — mas também diferenças significativas — durante a suposta fase filotípica.

Texto traduzido e adaptado de ENV.

Referências:

[129] Ver Colleen Belk e Virginia Borden Maier, Biology: Science for Life, p. 234 (Benjamin Cummings, 2010); Neil A. Campbell e Jane B. Reece, Biology, p. 449 (Benjamin Cummings, 7th ed., 2005); Holt Science & Technology, Life Science, p. 183 (Holt, Rinehart and Winston, 2001).

[130] Andres Collazo, “Developmental Variation, Homology, and the Pharyngula Stage”, Systematic Biology, 49 (2000): 3 ; Michael K. Richardson et al., “There is no highly conserved embryonic stage in the vertebrates: implications for current theories of evolution and development”, Anatomy and Embryology, 196:91-106 (1997).

[131] Kalinka et al., “Gene expression divergence recapitulates the developmental hourglass model,” Nature, 468:811 (9 de dezembro de 2010) (citações internas removidas).

[132] Brian K. Hall, “Phylotypic stage or phantom: is there a highly conserved embryonic stage in vertebrates?”, Trends in Ecology and Evolution, 12(12): 461-463 (dezembro de 1997).

[133] Michael K. Richardson et al., “There is no highly conserved embryonic stage in the vertebrates: implications for current theories of evolution and development”, Anatomy and Embryology, 196:91-106 (1997).

[134] Michael K. Richardson et al., “There is no highly conserved embryonic stage in the vertebrates: implications for current theories of evolution and development”, Anatomy and Embryology, 196:91-106 (1997) ; Steven Poe e Marvalee H. Wake, “Quantitative Tests of General Models for the Evolution of Development”, The American Naturalist, 164 (setembro de 2004): 415-422 ; Michael K. Richardson, “Heterochrony and the Phylotypic Period”, Developmental Biology, 172 (1995): 412-421 ; Olaf R. P. Bininda-Emonds, Jonathan E. Jeffery, and Michael K. Richardson, “Inverting the hourglass: quantitative evidence against the phylotypic stage in vertebrate development”, Proceedings of the Royal Society of London, B, 270 (2003): 341-346.

[135] Michael K. Richardson et al., “There is no highly conserved embryonic stage in the vertebrates: implications for current theories of evolution and development”, Anatomy and Embryology, 196:91-106 (1997).

[136] Olaf R. P. Bininda-Emonds, Jonathan E. Jeffery, and Michael K. Richardson, “Inverting the hourglass: quantitative evidence against the phylotypic stage in vertebrate development”, Proceedings of the Royal Society of London, B, 270 (2003): 341-346 ; Steven Poe e Marvalee H. Wake, “Quantitative Tests of General Models for the Evolution of Development”, The American Naturalist, 164 (setembro de 2004): 415-422.